Galicia gana terreno a León

O Courel recupera montes a lo largo de seis kilómetros que estaban sin deslindar, pero no logra la cumbre de A Cogoluda, que antiguamente era en parte gallega

A lo largo de unos seis kilómetros de montaña empinada (aunque los pinos vinieron luego) la raia nunca llegó a pintarse. Los vecinos de hace 84 años, unos del lado de Galicia, los otros del de León, no tenían prisa por entenderse. Así que el Instituto Geográfico tomó la determinación de levantar acta, dando por válido el desacuerdo, el 22 de noviembre de 1926: «La línea de término entre los mojones quinto y sexto se deja sin describir por no haber habido conformidad en cuanto a la posesión de hecho ni a la de derecho entre las comisiones presentes». Con estas palabras se abría un paréntesis en la frontera, confirmado en 1972, de nuevo por el Instituto Geográfico. El mapa del catastro tampoco aclaraba nada, porque pintaba la línea municipal más adentrada en Galicia que el límite provincial y autonómico. Incluso cuando se delimitó el espacio protegido por la Red Natura, se siguió la raya falsa que empequeñecía O Courel. Daba la impresión de que un pedazo del municipio leonés de Oencia era gallego. Aunque no era esto algo que importase mucho a la gente, las cosas sobre el papel, porque en realidad, en aquel confín del país gallego los vecinos de Ferramulín (O Courel) y Villarrubín (Oencia) respetaban, como antaño, los usos y costumbres.

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https://elpais.com/diario/2010/11/11/galicia/1289474302_850215.html

O monte é noso

Este vídeo relata a história da luta das pessoas do rural galego polo direito ao monte, que historicamente sempre foi de propriedade comunal, onde as pessoas iam buscar lenha, colocavam os animais para pastar e coletavam produtos alimentícios naturais, como a castanha ou as landras.

Illa de Ons

Staffan Mörling, pionero de la valorización del patrimonio marítimo de Galicia
Lars Fredrick Staffan Mörling nacido en Suecia en 1936, es licenciado en Latín e Historia del Arte por la universidad de Lund. Posteriormente se especializó en Antropología Cultural graduándose en 1963.
Un año más tarde visitó las Islas Feroe, consideradas como un reducto de la cultura tradicional escandinava, y poco después, gracias a una beca de investigación, se instaló en la isla de Ons con la intención de conocer cómo se desenvolvía la vida en una isla atlántica parecida a las Feroe pero en el ámbito de la cultura española.
Así se despertó dentro de él una inquietud por el estudio de las embarcaciones tradicionales de Galicia. Su vocación investigadora lo llevó a recorrer toda la costa Gallega, desde Ribadeo a Tui, en busca de embarcaciones tradicionales como símbolo de una cultura marinera que forma, sin ninguna duda, parte de la identidad propia de los gallegos.
Fruto también de esa estancia en la Isla de Ons fue su matrimonio con Josefa Otero, a quien conoció en un baile de Reyes celebrado en la isla en el año 1965. Así nació una historia de amor entre un sueco y una gallega que llega hasta hoy.  [fonte]

Fonte: http://vimeo.com/3962842

Galegos de cá e lá

«Galegos de cá e lá», um documentário de Júlia Fernandes, que se debruçou sobre as aldeias galegas.
A fronteira entre Trás-os-montes e a Galiza foi sendo ajustada ao longo dos séculos. O primeiro grande acordo fronteiriço com os espanhóis foi o tratado de Alcanizes assinado por D.Dinis. Mas, desde então mantiveram-se algumas dúvidas sobre pequenos áreas e aldeias cuja a situação era menos clara.
Vizinhos galegos e portugueses nunca se importaram muito com a situação…umas vezes pertenciam a um lado, outras mudavam de posição, mas, no fundo eram todos parentes, a História está aí para prová-lo.
Até que, há pouco mais de cento e quarenta anos, pelo “Tratado de Lisboa”, o estado português e o estado espanhol acordaram numa divisão fronteiriça mais científica, mais apoiada em mapas, a mesma que persiste até hoje.
Mas, entre Trás os Montes e a Galiza, uma região pequena mas muito próspera – o couto misto – viu completamente alterada a sua vida. O couto era constituído por três aldeias e conservava desde a Idade Média uma série de privilégios, um dos quais era não pertencer nem a Espanha nem a Portugal.
Na partilha, o couto misto foi extinto, ficou integrado em Espanha por troca de três aldeias, ditas promíscuas (com população galega e portuguesa), situadas junto a linha fronteiriça e que passaram integralmente para Portugal.
Actualmente, a prosperidade do couto é apenas uma recordação e as aldeias do lado de cá e do lado de lá da fronteira padecem do mesmo mal: a desertificação.

Galegos de Cá e Lá é um documentário de Maria Júlia Fernandes com imagem de Carlos Oliveira, edição video de Mário Rui Miranda, som de António Garcia e produção de Ana Lucas e Lila Lacerda.

[web da RTP. Próxima exibicão, 15/01/2010]

[mais informação em Infinito’s]

Alcobaça-Azoraira

Hoje vou-vos falar de uma fronteira muito pouco conhecida, na Serra do Leboreiro. Trata-se da fronteira entre uma aldeia portuguesa, Alcobaça, e uma galega, Azoraira, separadas pelo ribeiro do Trancoso, um riacho que se transforma num rio pequeno afluente do Minho e que desagua no ponto mais setentrional de Portugal. O território faz parte da região do Alto Minho, pertencente ao concelho de Melgaço, e da parte da Galiza às Terras de Celanova, ao concello de Padrenda, na província de Ourense.


O acesso, da parte portuguesa, faz-se pela estrada que vai de São Gregório, na freguesia de Cristóval até Castro Laboreiro, já no Parque Nacional da Peneda-Gerês. A subida faz-se entre pequenas aldeias e uma densa vegetação com uma floresta típica da região atlântica, baseada no carvalho e o castanheiro, misturado tudo com lameiros para pastagens de gado, designadamente vacum.

Ambas as aldeias apresentam o mesmo feitio: casas de pedra granítica bem preparadas para resistir a chuva, o vento e os longos e frios Invernos e um regresso ao mundo rural profundo: a boiada a pastar, carros de bois cheios de palha, velhas vestidas todas de preto com lenço na cabeça, flashes de uma vida que não se sabe bem o quanto conseguirá resistir neste mundo da globalização e da modernidade. Será compatível a Internet com este modo de vida? Até pode parecer contraditório, mas acreditem que eu acho… Modernidade e tradição não têm por quê estar renhidas. De resto, para além do tradicional marco fronteiriço, nada indica que mudamos de um país para outro. Talvez, apenas a igreja matriz de Alcobaça nos indique que estamos ainda em Portugal, visto que as igrejas galegas rumaram para um estilo diferente no século XVIII, copiando o modelo da fachada do Obradoiro de Santiago.

[continua em Fronteiras]